Entre 24 e 26 de julho, a Retrocon 2026 ocupa 12 mil metros quadrados do Expo Center Transamérica, em São Paulo, com uma promessa específica: trazer, pela primeira vez ao Brasil, Daniel Pesina — o ator que serviu de base para Scorpion, Sub-Zero, Johnny Cage e Reptile nos primeiros jogos de Mortal Kombat — ao lado de Anthony Marquez, intérprete de Kung Lao e Fujin na franquia.
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O detalhe que a maioria dos eventos gamer não tem
Praticamente qualquer evento de games consegue reunir cosplayers, colecionáveis e consoles antigos. O que a Retrocon está oferecendo é categoricamente diferente: acesso físico às pessoas reais que, através de captura de movimento em 1992, literalmente se tornaram os personagens. Não é homenagem, é origem.
Por que “quem estava lá” vale mais do que qualquer réplica
Existe uma hierarquia de valor percebido em experiências de nostalgia: no topo está o contato com quem participou da criação original; um degrau abaixo está a réplica fiel (uma estátua, um console restaurado); na base está a simples menção ou lembrança. A Retrocon está monetizando o topo dessa hierarquia — e cobrando por isso, já que o acesso a esse tipo de experiência é escasso por definição (só existe um Daniel Pesina, e ele nunca tinha vindo ao Brasil).
Será “pela primeira vez no Brasil” que Anthony Marquez participa de um evento no país — um gatilho de escassez genuína, não fabricada.
Escassez real, não escassez de campanha de marketing
Muita gente usa “edição limitada” ou “só até domingo” como gatilho artificial de urgência. Aqui a escassez é estrutural: existe um número finito de pessoas no mundo que fisicamente performaram aqueles personagens há mais de três décadas, e a maioria delas nunca esteve no Brasil. Isso torna a proposta de valor genuinamente rara, não uma tática de copy.
Combinar isso com o presente, não isolar no passado
A Retrocon não é só sobre os anos 90: o evento também reserva espaço para desenvolvedores independentes atuais e influenciadores de conteúdo contemporâneo, dividindo o mesmo espaço físico com as lendas. É a mesma lógica de curadoria que vimos em outros eventos recentes — misturar quem construiu a base com quem está construindo o presente, ampliando o público total em vez de restringir a um nicho só de nostalgia.
A sacada de marketing
Se a sua marca, negócio ou produto tem uma “origem” com pessoas reais por trás — o fundador, o primeiro cliente, quem literalmente criou a primeira versão —, esse acesso é um dos ativos mais valiosos e menos explorados que você pode ter. Diferente de conteúdo replicável infinitamente (um vídeo, um post, uma imagem), o acesso físico e direto a quem esteve na origem é estruturalmente escasso: só existe um número finito de pessoas que podem oferecer isso, e elas não estão disponíveis o tempo todo. Antes de investir só em réplicas e homenagens da sua própria história, vale perguntar: quem literalmente esteve na criação disso, e existe uma forma de aproximar essa pessoa do seu público de um jeito que ninguém mais consegue replicar?
E você, curte mais eventos assim ou prefere manter a nostalgia só na memória? Comenta aqui embaixo.
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