Existe um filme que todo mundo já assistiu. Que adulto chora quando vê. Que fez o mundo inteiro acreditar que brinquedos têm sentimentos.
Toy Story, de 1995, é o primeiro longa-metragem totalmente animado por computador da história do cinema. E quase não existiu do jeito que conhecemos.
Peraí. Porque os bastidores de Toy Story são tão épicos quanto o filme. 🤠
Buzz Lightyear Era Um Vilão Egocêntrico
A versão que chegou aos cinemas em novembro de 1995 é muito diferente do que a Pixar começou desenvolvendo.
Nos primeiros esboços do roteiro, Buzz Lightyear não era o personagem caloroso, corajoso e ingênuo que conhecemos. Era arrogante, frio e quase um antagonista da história — um personagem desagradável que se achava superior a todos os outros brinquedos.
Woody também era diferente: mais sarcástico, mais mesquinho. A dinâmica entre os dois era de pura rivalidade hostil, sem camadas de amizade em desenvolvimento.
A Pixar chegou a apresentar essa versão para a Disney. E a Disney odiou.
A exibição-teste — chamada de “Black Friday screening” pela equipe, porque aconteceu numa sexta-feira negra — foi um desastre completo. A Disney ameaçou cancelar o projeto. E a Pixar teve duas semanas para reescrever completamente o roteiro.
“Após uma exibição-teste desastrosa na Black Friday, a Pixar reescreveu o roteiro em duas semanas e evitou o cancelamento. Buzz Lightyear precisou ser completamente reconcebido — a equipe teve que reescrever cada linha do personagem e reconceber toda a sua personalidade.” — Análise sobre a história de criação de Toy Story, compilada por Steve Jobs em entrevista de 1996.
Foi nessas duas semanas que Buzz se tornou o personagem que o mundo ama. Ingênuo, honesto, completamente convicto de que era um patrulheiro espacial real. E Woody ganhou aquela vulnerabilidade que faz todo adulto se identif
