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Steve Jobs Comprou a Pixar Por US$10 Milhões, Perdeu Dinheiro Por 10 Anos — E Vendeu Por US$7,4 Bilhões

Em 1986, Steve Jobs havia sido expulso da Apple — a empresa que ele havia fundado — e estava procurando o que fazer com a própria carreira e com o próprio dinheiro.

Um amigo mencionou que George Lucas estava vendendo uma divisão de computação gráfica da Lucasfilm. Lucas estava desesperado: havia acabado de lançar Howard, o Pato — um dos maiores fracassos de bilheteria da história do cinema — e precisava de dinheiro urgente.

Jobs foi lá, pechinchando. Ofereceu a metade do valor pedido. Lucas aceitou.

Por US$10 milhões, Steve Jobs tornou-se dono de uma empresa chamada Pixar. E ninguém — nem ele mesmo — imaginava o que estava comprando. 🎬

Dez Anos Perdendo Dinheiro

Os primeiros dez anos da Pixar sob o comando de Jobs foram uma sequência de prejuízos.

A empresa foi fundada como um estúdio de computação gráfica que vendia hardware — máquinas caras e especializadas para renderização de imagens. O produto se chamava Pixar Image Computer e custava US$135.000 por unidade. Praticamente ninguém comprava.

Jobs injetou dinheiro. A empresa sobreviveu. Produziu curtas animados que ganharam Oscars — incluindo Tin Toy, em 1989, o primeiro curta animado por computador a ganhar o prêmio. Mas Oscar não paga as contas.

Em meados da década de 1990, a situação estava tão difícil que Jobs considerou vender a Pixar. Recebeu propostas. E no último momento, preferiu dar mais uma chance — apostando num acordo com a Disney para produzir três filmes juntos.

O primeiro seria Toy Story.

“Steve Jobs pagou US$ 10 milhões por uma divisão falida da Lucasfilm em 1986 e quase quebrou mantendo-a viva. Vinte anos depois, após uma guerra pública com Michael Eisner que quase explodiu a relação Disney-Pixar, ele vendeu a empresa por US$ 7,4 bilhões e acordou como maior acionista individual da Disney.” — Hardware.com.br, ao narrar a trajetória de Steve Jobs como dono da Pixar.

Toy Story, O IPO e a Virada

Toy Story estreou em novembro de 1995. Foi o maior sucesso de bilheteria do ano — quase US$400 milhões globalmente com orçamento de US$30 milhões.

Uma semana depois da estreia, Jobs abriu o capital da Pixar na bolsa. As ações foram precificadas para abrir a no máximo US$14. Abriram a US$47. Jobs, que havia investido uns US$50 milhões ao longo dos anos para manter a empresa viva, acordou multibilionário.

E foi nesse mesmo período — com o sucesso da Pixar nas mãos — que Jobs usou a credibilidade reconstruída para voltar à Apple em 1997, que estava à beira da falência, e transformá-la na empresa mais valiosa do mundo.

A Pixar salvou Jobs. E Jobs salvou a Apple.

A Guerra com Michael Eisner — e o Acordo que Mudou o Disney

Mas a história não foi só de triunfos.

Nos anos que se seguiram a Toy Story, a relação entre Jobs e Michael Eisner — então CEO da Disney — foi deteriorando. Desentendimentos sobre divisão de lucros, crédito criativo e contratos tornaram a parceria cada vez mais tensa.

Em 2004, Jobs declarou publicamente que havia encerrado as negociações com a Disney. Disse que a empresa de Eisner era incapaz de nutrir talentos criativos e que a Pixar buscaria outro distribuidor.

Eisner saiu da Disney em 2005. Bob Iger assumiu. E uma das primeiras ligações de Iger foi para Steve Jobs.

Em janeiro de 2006, a Disney anunciou a compra da Pixar por US$7,4 bilhões em ações. Jobs tornou-se o maior acionista individual da Disney — controlando 7% do império que havia jurado nunca mais pisar enquanto Eisner estivesse no comando.

E John Lasseter — o diretor criativo da Pixar — fez uma exigência antes de assinar: a Disney teria que respeitar uma lista de 75 itens culturais intocáveis da empresa. O bar de cereais gratuito. O concurso anual de aviões de papel. A liberdade dos animadores de decorar os escritórios como quisessem.

Bob Iger aceitou tudo.

A Lição de Negócios Que a Pixar Entrega

A história da Pixar é uma das mais poderosas sobre paciência estratégica que o mundo dos negócios já produziu.

Jobs perdeu dinheiro por dez anos. Quase vendeu. Não vendeu. E a décima primeira aposta — Toy Story — mudou tudo.

No marketing e nos negócios, chamamos isso de runway — a pista de decolagem. Quantos anos você aguenta voando baixo antes de decolar? A maioria desiste antes da décima aposta. Jobs ficou na pista por uma década inteira.

E quando Toy Story estreou, a Pixar não apenas decolou. Ela redefiniu o que o cinema de animação poderia ser. 🎞️

Você sabia que a Pixar quase fechou antes de Toy Story? Me conta o seu filme favorito da Pixar aqui nos comentários!


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