“Wonderwall”, clássico do Oasis lançado em 1995, se tornou o hino não oficial da Seleção da Inglaterra na Copa do Mundo 2026. Depois de cada vitória, jogadores como Harry Kane, Jude Bellingham e Declan Rice cantam a música em coro junto com a torcida — uma cena que já se repetiu depois das vitórias contra Croácia e RD Congo, sempre viralizando nas redes.
O detalhe mais interessante: a Inglaterra nem escolheu essa música como hino oficial de campanha. Ela nasceu pura e simplesmente da torcida.
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Uma escolha que já existia, mas sem intenção estratégica
Antes do torneio, cada seleção precisou enviar à organização uma lista de músicas para tocar antes das partidas e nas comemorações de gol. A Inglaterra incluiu “Wonderwall” nessa lista — mas o que era só mais uma faixa da playlist virou, na prática, símbolo emocional da campanha inteira, sem nenhuma campanha de marketing formal por trás disso.
Quando a marca deixa de pertencer só a quem a criou
Segundo a revista NME, os streams de “Wonderwall” cresceram mais de 50% antes do confronto entre Inglaterra e Gana, puxados pelo coro emocionado da torcida. Noel Gallagher, compositor da música, resumiu o fenômeno dizendo que a canção “pertence às pessoas” — reconhecendo publicamente que perdeu o controle de como ela seria usada, e que isso não é um problema.
Noel Gallagher afirmou que a canção “pertence às pessoas”.
Isso é o oposto de controlar cada detalhe de como uma marca é usada: é aceitar que, quando o público se apropria genuinamente de algo, o resultado emocional é mais forte do que qualquer campanha planejada de cima para baixo.
O timing também ajudou
Vale registrar que o momento não foi por acaso: o Oasis está em turnê de reunião desde 2024, o que já tinha reaquecido o interesse pelo catálogo da banda. A Copa entrou como amplificador de um momento que já estava sendo construído.
A sacada de marketing
Toda marca sonha em criar um símbolo tão forte que o público adote espontaneamente — mas isso raramente acontece por controle rígido. No caso de “Wonderwall”, a banda e a seleção simplesmente deixaram o momento acontecer e depois validaram publicamente a apropriação (Gallagher elogiando, jogadores participando do coro), em vez de tentar formalizar ou monetizar imediatamente o fenômeno. Às vezes, a melhor decisão de marca é reconhecer quando o público já fez o trabalho de engajamento por você — e simplesmente abraçar isso.
E você, tem alguma música que virou “hino” de um momento especial pra você? Comenta aqui embaixo.
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