O que um grupo de K-pop coreano pode te ensinar sobre marketing digital? Mais do que qualquer curso que você já fez.
Pois bem. Vamos falar do BTS — e da estratégia por trás de um dos fenômenos de vendas mais impressionantes da história da música.
Porque não, não foi só a dança. Não foi só a música. E definitivamente não foi sorte.
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O BTS Antes da Fama: Uma Aposta Arriscada
Em 2013, o BTS estreou como um grupo de uma pequena gravadora chamada HYBE — que na época nem HYBE se chamava ainda, era Big Hit Entertainment, uma empresa quase desconhecida no mercado de K-pop dominado por grandes gravadoras.
Os primeiros anos foram difíceis. Havia dúvidas sobre se o grupo ia sobreviver. As gravadoras maiores tinham orçamentos enormes, estruturas consagradas, artistas já estabelecidos. O BTS tinha pouco dinheiro e muita disposição para trabalhar.
E foi aí que eles fizeram uma escolha que mudaria tudo: decidiram que não iam tratar os fãs como números.
Enquanto outros grupos do K-pop construíam uma imagem de “ídolo intocável” — perfeito, distante, quase uma figura mítica — o BTS fez o oposto.
Eles mostraram os bastidores. Compartilharam os dias difíceis. Admitiram os medos, as inseguranças, os momentos de dúvida. Publicaram vlogs de viagem, transmissões ao vivo do quarto de hotel, fotos de ensaio que deram errado, histórias de quando erraram no palco.
Isso criou algo raro no mercado de entretenimento: a sensação de que você conhece de verdade aquelas pessoas. Não o personagem. Não a imagem construída. As pessoas de verdade por trás da fama.
“Quando você constrói esse tipo de confiança, você não precisa de estratégia de vendas agressiva. As pessoas já estão esperando por você, prontas para consumir qualquer coisa que você lance.”
O ARMY e o Conceito de Comunidade
A base de fãs do BTS se chama ARMY. E “fã” nem é a palavra certa — é mais uma comunidade. Uma identidade. Uma tribo.
O ARMY não só consome o produto. O ARMY defende a marca, cria conteúdo orgânico, amplifica cada lançamento, entra nas tendências, compra álbuns em múltiplas versões, financia projetos de caridade em nome do grupo…
No marketing, a gente chama isso de brand advocates — defensores da marca. São os clientes mais valiosos que existem, porque eles fazem marketing por você, de graça, com autenticidade que nenhum anúncio pago consegue replicar.
E o BTS não comprou isso. Cultivou. Com transparência, com consistência, com respeito genuíno pelo tempo e pela lealdade de quem os acompanha.
O Que Isso Tem a Ver com o Seu Negócio?
Você não precisa ser um grupo de K-pop para aplicar o que o BTS ensina. O princípio é o mesmo, independente do segmento:
As pessoas não compram só o produto ou serviço. Elas compram a história e a verdade de quem está por trás disso.
Quantas empresas você conhece que tentam criar “engajamento” com posts genéricos, respostas automáticas e conteúdo produzido em série sem nenhuma personalidade? Que falam de “valores” mas nunca mostram quem são as pessoas que trabalham lá?
Isso é o oposto do que o BTS fez.
A lição prática é simples — mas não é fácil de executar: mostre quem você é de verdade. O processo, os erros, as dificuldades, as conquistas. Construa confiança antes de pedir qualquer compra. Trate quem te segue como uma pessoa, não como um número de impressões.
O Resultado Fala por Si
O BTS se tornou o grupo musical mais influente do planeta. O primeiro grupo coreano a discursar nas Nações Unidas. O primeiro artista asiático a ter um álbum estreando em número 1 no Billboard 200 nos Estados Unidos.
E tudo isso começou com uma escolha aparentemente simples: tratar o fã como um ser humano, não como um consumidor.
Qual seria a versão dessa escolha no seu negócio?
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