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O Exorcista Foi Um Set Amaldiçoado: 9 Mortes, Linda Blair Fraturou a Lombar e o Grito de Dor de Ellen Burstyn É Real

Tem filmes que assustam na tela. E tem filmes que assustam antes mesmo de chegar ao cinema.

O Exorcista, de 1973, é os dois.

O que aconteceu nos bastidores durante as gravações do clássico de terror é tão perturbador quanto qualquer cena do filme. E alguns detalhes — verificados pela própria equipe em documentários — são impossíveis de explicar com lógica. 😰

O Grito de Ellen Burstyn É Real

Há uma cena em O Exorcista em que Chris MacNeil — personagem de Ellen Burstyn — é arremessada violentamente contra o chão durante um ataque da filha possuída. A câmera capta o impacto. E então você ouve um grito.

Aquele grito não foi atuação.

O arnês que segurava Ellen durante a cena puxou com força maior do que o previsto. Ela foi arremessada de verdade. E a queda causou uma lesão permanente na coluna vertebral que a acompanhou pelo resto da vida.

O diretor William Friedkin manteve a tomada no filme. E o grito de dor real de uma atriz machucada virou parte de um dos momentos mais tensos do cinema americano.

Linda Blair, que tinha 13 anos durante as gravações, também fraturou a lombar enquanto convulsionava presa ao arnês que a fazia parecer levitar na cama. A fratura aconteceu durante uma cena de possessão. A produção continuou.

Nove Mortes — e Um Incêndio Que Não Queimou o Quarto de Regan

Ellen Burstyn revelou em um documentário sobre o filme, em 1998, que durante a produção de O Exorcista, nove pessoas ligadas ao set morreram.

O ator Jack MacGowran — que interpretava o diretor Burke Dennings, o personagem que morre empurrado do alto de uma escadaria por Regan possuída — morreu de complicações de gripe num hotel em Nova York, semanas após o fim das gravações. Tinha 54 anos.

Vasiliki Maliaros — que interpretava a mãe do Padre Karras — morreu antes mesmo do lançamento do filme.

E então houve o incêndio.

Um incêndio destruiu completamente os cenários do set. A produção foi atrasada em seis semanas. Prejuízo enorme.

“Um incêndio destruiu todos os cenários, deixando apenas o quarto da menina Regan intacto. Atores do elenco e da equipe de produção perderam parentes durante as filmagens. Linda Blair fraturou a lombar enquanto convulsionava em um arnês. O grito de dor que você ouve no filme é real.” — Aventuras na História, compilando os eventos dos bastidores de O Exorcista.

O detalhe que ninguém conseguia explicar? O fogo consumiu tudo. Exceto um único cômodo.

O quarto de Regan — o epicentro das cenas de possessão — saiu das chamas completamente intacto.

A Adolescente Que Precisou de Segurança Armada Por Seis Meses

E a história de Linda Blair não terminou com a fratura.

Quando O Exorcista estreou em dezembro de 1973, o impacto no público americano foi sem precedentes. Filas enormes. Pessoas desmaiando nas sessões. Cinemas oferecendo “sacos de enjoo” personalizados com o logo do filme.

E também: fanáticos religiosos que acreditavam que Linda Blair — uma adolescente de 14 anos — estava glorificando o demônio com sua atuação. Ela passou a receber ameaças de morte.

Por seis meses após o lançamento, Linda Blair precisou de segurança armada para andar em público.

Com 14 anos.

O Padre Chamado Para Benzer o Set

Com tantos acidentes e mortes acumulando, a equipe começou a entrar em colapso emocional. A sensação de que algo estava errado tomou conta do set.

Um padre católico foi chamado para benzer as instalações de gravação e tentar dissipar o medo que havia tomado conta de todos.

O diretor William Friedkin — que não era uma pessoa religiosa — permitiu. E o ritual foi realizado.

Se ajudou, ninguém sabe ao certo. Mas o que se sabe é que O Exorcista foi lançado, arrecadou mais de US$441 milhões com orçamento de apenas US$12 milhões, foi indicado a 10 Oscars e se tornou o maior fenômeno do cinema de terror da história.

A Lição Que O Exorcista Entrega Para o Marketing

A lenda dos bastidores amaldiçoados de O Exorcista foi — conscientemente ou não — um dos primeiros grandes exemplos de marketing de mistério da história do cinema.

Cada história que vazava dos bastidores ampliava o desejo do público de ver o que havia sido criado em condições tão extremas. O medo antes do lançamento criou uma expectativa que nenhum trailer poderia ter gerado.

No marketing, chamamos isso de narrativa de produto. Quando a história de como algo foi criado é tão poderosa quanto o produto em si, o produto não precisa se vender sozinho.

O Exorcista vendeu medo antes de estar nos cinemas. E entregou exatamente o que prometia. 👁️

Você já assistiu a O Exorcista? Alguma cena te marcou para sempre? Me conta aqui nos comentários!


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