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O Coronel Sanders Foi Falido Aos 65 Anos, Dormiu No Carro Por Meses e Criou o KFC Com US$105 De Aposentadoria

Você provavelmente já comeu KFC. Ou pelo menos conhece o logotipo — o senhor de cabelo branco, terno imaculado e gravata borboleta, sorrindo como alguém que não tem absolutamente nada para provar.

Mas a história por trás daquele sorriso é uma das mais épicas do mundo dos negócios.

Harland David Sanders — o Coronel — foi falido aos 65 anos, dormiu no próprio carro durante meses percorrendo os Estados Unidos, e ouviu mais de 1.000 “nãos” antes do primeiro “sim”.

E construiu um dos maiores impérios de fast food da história. 🍗

Uma Vida de Recomeços Antes do Grande Recomeço

Sanders nasceu em 1890 no interior dos Estados Unidos. O pai morreu quando ele tinha 5 anos. Aprendeu a cozinhar cedo para ajudar a mãe. Saiu da escola antes dos 16 anos.

Nas décadas seguintes, tentou de tudo: lavrador, motorista de bonde, soldado, vendedor de seguros, frentista de posto de gasolina. Nada durava muito. Nada dava certo por muito tempo.

Aos 40 anos, Sanders abriu um pequeno restaurante de beira de estrada no estado do Kentucky. O frango frito, preparado com uma mistura secreta de 11 ervas e especiarias, conquistou os clientes. A reputação cresceu. O negócio foi de pé.

E então o governo decidiu construir uma nova rodovia. O tráfego mudou de direção. Os clientes sumiram. O restaurante faliu.

Aos 65 anos, Sanders precisou vender o restaurante do Kentucky quando tinha 65 anos de idade devido à queda de movimento decorrente de obras de construção de outra rodovia. Com pouco dinheiro, passou a cruzar o país dormindo no carro, ele preparava seu frango nos restaurantes. Caso gostassem da receita, ele negociava os direitos da franquia.

O Carro, a Receita e Os 1.009 “Nãos”

Sanders tinha 65 anos, um cheque mensal de aposentadoria de US$105 e uma receita de frango frito que ele acreditava ser boa o suficiente para convencer o mundo.

Começou a viajar. De estado em estado, de restaurante em restaurante. Entrava, pedia licença, cozinhava o frango na cozinha do dono. Se o frango agradasse, propunha um acordo: o restaurante pagaria US$0,04 por frango vendido em troca de usar a receita.

A proposta parecia boa. Mas os “nãos” não paravam.

A lenda mais famosa diz que Sanders ouviu mais de 1.000 rejeições antes do primeiro acordo fechado. Os pesquisadores de fato encontraram evidências de centenas de recusas documentadas. O número exato é incerto. Mas a persistência não é.

Em 1952, aos 62 anos, fechou o primeiro acordo de franquia com Pete Harman, proprietário de um restaurante em South Lake, Utah. O frango do Coronel fez as vendas do restaurante de Harman crescerem 75%.

O nome Kentucky Fried Chicken — KFC — não foi criado pelo próprio Sanders. O nome foi criado em Utah por um pintor contratado por Harman, que pensou no nome para criar uma imagem de hospitalidade sulista. Associar o frango ao Estado poderia sugerir um perfil mais sulista, e a marca se propagou para as novas unidades que foram franqueadas.

A Venda Que Sanders Se Arrependeu Pelo Resto da Vida

Em 1964, com mais de 600 franquias funcionando nos Estados Unidos e no exterior, Sanders vendeu o KFC por US$2 milhões.

Pareceu um bom negócio na época. Ele tinha 74 anos. Havia construído algo enorme do zero.

Mas a empresa que comprou o KFC vendeu por US$285 milhões apenas seis anos depois.

Sanders não recebeu nada dessa segunda venda. E passou os anos seguintes criticando publicamente o que havia sido feito com a receita e com a qualidade dos produtos da rede. Chegou a processar a empresa que havia construído.

Morreu em 1980, aos 90 anos, visitando uma unidade do KFC para inspeção de qualidade.

“Para mim, nunca foi uma questão de desistir. Era apenas a dúvida sobre o que fazer a seguir.” — Harland David Sanders, o Coronel Sanders, ao escrever sobre sua fase mais difícil — quando se viu aos 65 anos com apenas US$105 de aposentadoria e o restaurante fechado.

A Lição de Marketing Que o Coronel Entrega

A história de Harland Sanders é frequentemente usada como inspiração para empreendedores — e é completamente merecida.

Mas a lição mais poderosa não é sobre persistência. É sobre timing e diferenciação de produto.

Sanders não tinha capital, não tinha rede de contato

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