A Copa do Mundo 2026 entrou para a história antes mesmo de terminar: com 8 atletas de mais de 40 anos convocados, é a edição com mais “veteranos” já registrada — superando o recorde anterior de 7. Cristiano Ronaldo, aos 41, e Luka Modrić, aos 40, protagonizaram o capítulo mais simbólico dessa história ao se enfrentarem nas oitavas de final, no primeiro confronto direto entre dois jogadores de linha acima dos 40 anos numa Copa.
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Um território que era exclusivo dos goleiros
Até esta edição, atuar depois dos 40 anos era praticamente território reservado a goleiros. Entre os jogadores de linha, só o camaronês Roger Milla tinha feito isso antes, em 1994. Cristiano Ronaldo se tornou o primeiro jogador da história a marcar gols em seis Copas do Mundo diferentes — um recorde que nem Messi conseguiu, já que o argentino ficou sem balançar as redes em 2010.
O que sustenta essa longevidade não é sorte
Segundo especialistas ouvidos pela imprensa esportiva, a explicação para esse fenômeno não é genética excepcional isolada: é um trabalho multidisciplinar integrado, envolvendo preparação física, fisiologia, nutrição, medicina esportiva, análise de desempenho e recuperação, mantido de forma consistente ao longo de décadas de carreira.
Cristiano Ronaldo afirmou que “só se consegue ter longevidade quando se tem paixão” pelo que faz.
Ou seja: a longevidade desses atletas não é um acidente biológico — é o resultado direto de reinvestimento contínuo nos fundamentos básicos da profissão, ano após ano, muito depois do ponto em que a maioria já teria naturalmente desacelerado.
Experiência como vantagem competitiva, não como desculpa
O técnico de Portugal, Roberto Martínez, resumiu bem o valor desses veteranos: eles trazem uma experiência em momentos decisivos que ninguém mais no elenco consegue igualar. Não é sobre correr mais rápido que os mais jovens — é sobre saber exatamente o que fazer no momento que mais importa, algo que só se constrói com repetição ao longo de muitos anos.
A sacada de marketing
Existe uma narrativa comum de que experiência e “estar há muito tempo no mercado” são sinônimos de estar ultrapassado, especialmente em setores que valorizam juventude e novidade. O caso desses atletas mostra o oposto: quando a experiência vem acompanhada de reinvestimento constante em atualização e fundamentos — não de acomodação —, ela se torna vantagem competitiva real, não peso morto. Antes de assumir que “tempo de mercado” é desvantagem, vale perguntar: essa experiência foi mantida com atualização constante, ou parou no tempo?
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